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Portugueses são dos menos informados sobre efeitos dos antibióticos

Fonte: Lusa

Os portugueses são dos cidadãos europeus menos informados sobre os efeitos dos antibióticos e aqueles que admitem ter recebido menos informação a alertar para os abusos no seu consumo, revela um inquérito divulgado hoje em Bruxelas.O Eurobarómetro promovido pela Comissão Europeia revela que apenas cinco por cento dos portugueses respondem acertadamente a quatro questões colocadas sobre antibióticos, o que representa o segundo valor mais baixo entre os 27 Estados-membros da União Europeia (UE), apenas à frente da Roménia (quatro por cento).

Entre as questões colocadas – às quais os inquiridos deveriam responder se a resposta era “verdadeira” ou “falsa” -, uma esmagadora maioria dos portugueses, 78 por cento, acredita por exemplo que os antibióticos matam os vírus, uma ideia que é falsa, mas é assumida por uma maioria dos europeus (53 por cento). Por outro lado, apenas 13 por cento dos portugueses afirmam ter recebido informação a alertar para os perigos de tomar antibióticos desnecessariamente, o que é o valor mais baixo entre os 27 Estados-membros, onde a média é de 37 por cento.

O Eurobarómetro revela que pouco mais de um em cada dez portugueses recordam-se de, ao longo do último ano, terem sido de alguma forma alertados para os abusos no consumo de antibióticos, não sendo por exemplo informados de que não os devem tomar em caso de gripe ou constipação. O estudo revela, todavia, que os portugueses tomam menos antibióticos do que a média dos cidadãos europeus, já que apenas um em cada três inquiridos (33 por cento) indica ter tomado um antibiótico ao longo do último ano, contra 40 por cento da média comunitária.

Comentando o estudo, o comissário europeu com a pasta da Saúde, John Dalli, lembrou que “os antibióticos revolucionaram a medicina”, já que graças a eles é possível tratar infecções bacterianas e salvar vidas, mas o seu consumo abusivo levou ao aparecimento de organismos capazes de lhes resistirem. O estudo foi realizado entre Novembro e Dezembro de 2009, tendo em Portugal sido inquiridas 1038 pessoas.

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