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Archive for the ‘Saúde Ambiental’ Category

Importância das políticas ambientais na União Europeia

A União Europeia possui alguns dos mais elevados padrões ambientais no mundo, desenvolvidos ao longo de décadas. Hoje em dia as principais prioridades são:

  • Combater as alterações climáticas,
  • Preservar a biodiversidade,
  • Reduzir os problemas de saúde decorrentes da poluição,
  • Utilização responsável dos recursos naturais.

Na área da saúde ambiental as leis visam essencialmente o estabelecimento de normas de saúde para diferentes poluentes (ruídos, águas, espécies raras, resposta a emergências). Os países da UE são obrigados a monitorizar o nível de vários poluentes e a tomar medidas, caso os níveis ultrapassem os limites de segurança.

Um dos últimos esforços nesta área, visa a redução da exposição a partículas finas (conhecidas como PM2.5). Segundo a lei que entra em vigor em 2011, os países têm que reduzir a exposição a estas partículas em média 20% nas áreas urbanas, até 2020 em relação aos níveis de 2010. As partículas finas são partículas microscópicas libertadas por veículos que podem causar afecções respiratórias.

Convidamos os nossos leitores seguir a evolução de alguns parâmetros através de “Eye on the Earth”- Observatório do cidadão, quanto ao ar e à qualidade das águas balneares, disponível na página da Agência Europeia do Ambiente (http://www.eea.europa.eu/data-and-maps/explore-interactive-maps/eye-on-earth).

A Agência Europeia do Ambiente fornece informações independentes aos envolvidos e ao público em geral, no que respeita ao desenvolvimento, implementação e avaliação da política ambiental.

Fonte: http://europa.eu/pol/env/index_en.htm, acedido em 05-12-2010

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Categorias:Saúde Ambiental

Quercus alerta para o uso de herbicidas nos espaços públicos

Fonte: Quercus

A Quercus vem por este meio alertar para a existência de perigo para o ambiente e para a saúde pública, resultante da aplicação de herbicidas dentro dos perímetros urbanos e em diversas estradas, situação que ocorre com frequência diária em dezenas de concelhos de todo o país.

Denúncias chegam diariamente à Quercus:

Foram detectados e denunciados a esta Associação diversos casos de envenenamento acidental de animais, de contaminação de linhas de água e de desrespeito pelas normas básicas de segurança na aplicação destes produtos químicos. Na Europa, o tipo de pesticida mais vulgarmente detectado nas águas interiores subterrâneas e superficiais é o dos herbicidas, os quais são apontados por vários investigadores como responsáveis pela diminuição, nos últimos 30 anos, de algumas espécies de aves em áreas agrícolas em modo de produção convencional, comparativamente às áreas florestais. Pesquisas recentes verificaram que em áreas agrícolas em modo de produção biológica (onde é proibida a aplicação de produtos químicos de síntese) a biodiversidade é cerca de 6 vezes superior à das áreas de agricultura convencional. Outro efeito adverso dos herbicidas é a diminuição da biodiversidade do solo, dado que estes produtos são pouco selectivos e, alguns diminuem mesmo significativamente a actividade de bactérias e fungos benéficos do solo. Assim sendo, e reconhecendo-se hoje a importância da redução e, sempre que possível, da eliminação do uso de agro-químicos tóxicos na agricultura, não faz qualquer sentido a sua aplicação em locais públicos.

Alertamos ainda para o facto de que esta actividade não se coaduna com os princípios da Agenda 21 Local, a qual se encontra em processo de implementação em diversas autarquias por todo o País.

A título de exemplo, indicamos os principais impactes de 3 herbicidas de utilização muito comum no nosso país:

Glifosato – é prejudicial para numerosos insectos benéficos, induz alterações na comunidade microbiológica do solo, podendo inibir a assimilação de fósforo pelas plantas e aumentar a vulnerabilidade da cultura a determinadas doenças. Nos humanos duplica o risco de aborto espontâneo, alterações neurológicas e de comportamento em crianças e suspeita-se que possa estar associado a alguns tipos de cancro.

Glifosinato de amónio – tem efeitos negativos em bactérias e fungos benéficos do solo, fixadores de azoto, insectos benéficos, peixes. A intoxicação por este herbicida causa problemas neurológicos, respiratórios, gastro-intestinais, no sangue e ainda defeitos congénitos em seres humanos e animais.

Paraquat – é o herbicida mais tóxico existente actualmente no Mundo, capaz de afectar a saúde das pessoas e animais mesmo em doses baixas e é frequentemente fatal. Causa queimaduras nos locais de contacto (pele, boca, etc.), e uma vez absorvido no organismo provoca insuficiência renal, hepática e cardíaca seguido de dificuldade respiratória progressiva, alguns dias depois. Não há antídoto específico.

Quercus apela ao uso de sistemas alternativos

A Quercus dirigiu um alerta à ANMP – Associação Nacional dos Municípios Portugueses e à ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias  fazendo um apelo a todas as autarquias para que o uso de herbicidas seja abandonado nos espaços públicos, pois existem métodos alternativos para o controlo da vegetação herbácea/arbustiva (ex. meios mecânicos, queimadores a gás). De salientar que o uso destes sistemas alternativos traz vantagens ambientais significativas e não prejudica a saúde pública.